A nova onda. Nada de comprar.

Alguel. A palavra da vez.

Será que “pega” no Brasil?

por JotaB, Floripa, 05/6/2019, 19h55m

A expressão “quem casa quer casa” expressa um contexto puramente brasileiro. A ideia que surgiu com políticos lá na década de 50, nos compassos dos militares que comandavam o poder político, que visualizaram nesse contexto, uma ideia nova de oportunidade para angariar votos, fez surgir os primeiros programas sociais de oferta de casas populares e acelerou o processo privado da exploração imobiliária no Brasil.

Não que ao redor do mundo não se tem esse conceito. É que no Brasil ficou mais aflorado, vertente sem igual. Pesquisas de todos os tipos e de diversos órgãos, como da USP de 2018 que perguntou para 1000 entrevistados, quais as 5 coisas que mais gostariam ou precisariam adquirir em sua vida, resultou em 1º lugar para “uma moradia” e em 2º lugar para um “veículo próprio de transporte” (o 3º, uma viagem para um lugar dos sonhos).

Não é à toa que dos anos 90 até 2017, os programas sociais do governo federal do famosso “Minha Casa Minha Vida” se tornaram populares demais, como um ideal de conquista. E quem  não conseguiu por aí, usou as outras opções de juros mais baixos, subsídios menores, mas, com o mesmo finco: a casa própria.

TER. Eis a palavrinha que mora, fincada, dentro dos neurônios dos brasileiros, principalmente.

Diferente do argentino, por exemplo. No país vizinho, devido à uma constante realidade econômica, social e política muito diferente da nossa, programas sociais como os nossos, nunca emplacaram, talvez até pela falta de inclinação política para esse tipo de ação. Lá, o conceito das pessoas é em alugar um imóvel pois ao acham a posse muito cára, onerosa, preferem dispensar um valor baixo, mensalmente, com uma legislação diferenciada da nossa, do que pagar por algo que o usufruto será dos herdeiros.

E talvez esse conceito possa até se adaptar melhor lá, do que aqui, para um novo segmento de aluguel que começa a aparecer nos USA: aluguel de carro.

Mas não esse sistema de aluguel que nem temos hoje, o tradicional. Pois esse sistema é de aluguel temporário, para suprir a ausência do nosso veículo. Quando nosso carro quebra, para não atrapalhar nossos compromissos, podemos alugar um carro e devolvê-lo quando não precisarmos mais. Se viajamos para algum lugar, podemos ir de ônibus ou avião e lá no destino, alugar um carro para fazer nossos percursos curtos com mais tranquilidade. Esse é o jeito tradicional de alugar e usar um carro.

Nos Estamos Unidos, uma empresa surgiu no segmento de aluguel com uma nova modalidade: A Hertz avaliou que muitos cidadãos de lá não querem mais desembolsar grandes somas só para ter um carro; além disso, o gasto com aluguel temporário ou com serviços como o Uber, dão um custo que poderia ser feito de outra forma. Então, a Hertz vem apresentar uma aproposta de aluguel, em forma de assinatura, permanente ou por contrato de prazo longo, onde a pessoa aluga um carro, por 900 dólares (carro de passeio classe média), onde o cliente tem direito a alugar qualquer tipo de veículo dentro de uma categoria (que é o que determina o valor mensal a pagar), já incluso no custo valores de toda manutenção, seguro e ainda o recurso de poder fazer duas trocas de veículo por mês.

A novidade ainda está em fase de teste em algumas cidades dos USA e se aprovado, será extendido à novos mercados. A ideia surgiu depois que pesquisas mostrarem que mais de 50% das pessoas acham importante ter um veículo à sua disposição, de imediato (portanto, sem ter que contratar ou chamar um carro). Tais pessoas consideraram também estarem desinteressadas em investir grandes somas na aquisição.

Como no Brasil já está em prática algumas formas de compartilhamento seguro de caronas, quem sabe num futuro não muito distante, essas prática de aluguel possa ser realidade.

 

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