Tem dia que tudo dá errado.

A perda de um submarino,

de 3 BIlhões de dólares.

por JotaB, Floripa, 30/5/2019, 11hs.

Sabe aqueles dias que você sai por aí, vagueando, sem uma ideia clara do que fazer…

De repente, “vou torrar 3 bilhões de dólares”. Uns 12 BIlhões de reais.

Foi isso que aconteceu, mais ou menos, lá na Índia.

Então, vamos aos fatos pois isso não e piada!

Em fevereiro de 2017, a Marinha da Índia recebeu o INS Arihant, o primeiro submarino de mísseis nucleares do país, avaliado em US$ 2,9 bilhões. Tudo parecia ir bem, mas, logo após seu lançamento, ele sofreu um “dano grave” e nunca mais funcionou. O motivo? Alguém esqueceu de fechar uma escotilha na parte traseira da embarcação.

A máquina, que valia mais do que o PIB de países de pequeno porte, sofreu um “grande estrago”, definido pela Marinha indiana como algo decorrente de um “erro humano”. A escotilha foi deixada aberta por engano, enquanto o Arihant começava a submergir, e a água fluiu para um dos compartimentos do submarino — mais precisamente sua câmara de propulsão. Desde então, grande parte do maquinário da embarcação teve de ser substituído e, até agora, ele não voltou a funcionar. E é provável que não volte.

As autoridades indianas ordenaram a substituição dos canos do submarino, porque provavelmente não se podia confiar na exposição à água corrosiva do mar. Isso porque eles transportam grandes volumes de água refrigerada e pressurizada para o reator nuclear de 83MW da embarcação.

Em 1974, a Índia tornou-se o sexto país a fazer um teste nuclear bem-sucedido. O Arihant acomodaria uma variedade de mísseis balísticos e representou um avanço nuclear ao país, após sua conclusão em outubro de 2016. Entretanto, esse incidente ainda é lembrado como uma vergonha para as forças armadas locais.

O submarino — que tem (ou tinha!) capacidade para lançar mísseis nucleares K-15 (de curto alcance) e K-4 (de alcance intermediário) — foi concebido como um poderoso aliado contra o Paquistão, um desconfortável vizinho nuclear. Os indianos mantêm uma relação tensa com o país em razão da região da Caxemira, na fronteira entre eles.

E com isso, pensar que “deixar uma escotilha aberta” pode ser a diferença de uma desavença reral entre dois países…

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