Quando Som é barulho. Que incomoda.

A influência do som no cotidiano

por JotaB, Floripa, 10/03/2019, 17h55m

Minha infância foi marcada pelas tardes de domingo com jogos de futebol  do time local da cidade em que nasci. A casa em que passei meus primeiros 20 anos de vida, ficava à 500 metros do estádio da cidade, em uma rua que iniciava na avenida (que margeava um dos lados do estádio), bem na direção do gol de entrada. Do portão de entrada de casa, era possível se avistar toda a arquibancada e as cabines das emissoras de radio.

Quando as equipes entravam em campo, era um foguetório só! Durava uns minutos que para mim, parecia toda uma eternidade. Os rojões estouravam no céu mas parecia que estavam no nosso quintal. E que medo! Eu morria de medo, corria para dentro de casa mas não havia onde se esconder pois, na visão de uma criança assustada, parecia que o barulho me perseguia.

Hoje entendo que nem todo som é de fato som. Muitos deles são barulhos. E são esses barulhos que nos incomodam, que interferem diretamente no que estamos fazendo, em nossos hábitos, costumes e temperamento. Muitas das vezes ficamos irritados e tentamos achar uma solução para fugir deles, como eu fazia quando criança.

Barulhos de rojões não me incomodam mais atualmente, mas continuam incomodando outras pessoas, os animais; E não apenas os rojões. Sons persistentes de carros, caminhões e ônibus, passando na rua, dando arrancadas fenomenais ou freadas bruscas; caminhões que, ao dar a partida de saída, ficam funcionando por um longo tempo, num ronco ensurrecedor de motor, como se fosse aqueles carros à alcool de antigamente que precisavam “se aquecer” antes de começar à rodar.

E os vizinhos que ligam sons em uma altura invejável, colocam músicas (normalmente, eles acham que aquele barulho é música!) em volume alto demais; ou ficam gritando ao inves de falarem uns com os outros em tom mais baixo e respeitoso; ficam arrastando móveis, batendo tampa de panela, liquidificadores e processadores de alimentos funcionando numa eterna comunhão com o descaso… E as crianças brincando como se estivessem num desesperado campeonato de “eu sou melhor que você”, defronte da tua casa (porque a casa deles é sagrada ao silêncio!)… Ah, sem esquecer os carros de som vendendo bugigangas, sorvetes e doces, pamonha (“…a legítima de Piracicaba..”)…

Quanto barulho…

Não que muitas vezes, mesmo que sem querer, produzimos algum também; mas, quando o barulho nos incomoda e sendo pessoas respeitosas, ao produzir qualquer som ou barulho, nos preocupamos com horário, duração do som ou barulho e se não há outra alternativa (para nós, nunca há!).

Embora o respeito devesse gerar respeito, e sabemos que não gera pois a grande maioria das pessoas que fazem barulho, parecem entender que elas vivem só nesse pequeno mundo, nos pegamos sempre querendo achar fórmulas para resolver também esta questão.

Sim, existem caminhos. Podem ter seu preço, mas o que é que não tem preço?

Quanto ao imóvel em que moramos, podemos fazer uma atenuação do som. Medidas preventivas que podem ajudar a reduzir drasticamente o barulho que vem da rua (e impedir o barulho de dentro de casa, de sair para a rua).

Primeiro é a alvenaria que precisa ser de boa qualidade, construida de tijolos adequados em espessura e fixação, com espaço externo para a dispersão do som. Depois, as portas e janelas podem ser de material de prevenção acústico e neste caso, falamos de esquadrias em PVC. Mas tomem cuidado pois existem perfis de PVC (a matéria-prima no fabrico da porta e janela) que, por ser de baixa qualidade, não dará um resultado eficiente e enganará o comprador. O conjunto do perfil, ferragens e vidros (duplo, certamente), fará com que ocorra a atenuação do som e com isso, dar a tranquilidade e sossego ao lar.

É bom lembrar que falar de atenuação nos leva a entender que o volume de som que ouvidos tem relação direta com nosso sistema individual de audição. Primeiro, observo que o som que ouvimos no ambiente que estamos tem relação com o volume do som que vem de fora; depois, observo que ao nos acostumarmos com o volume de som, ele poderá nos representar alto ou baixo em função da hora do dia (quando desligamos a tv a noite, normalmente, devido ao silêncio mais extremo, o volume da TV é baixo e, ao ligarmos a TV pela manhã, se já houver a presença do som/barulho de ambiente externo, o volume parecerá baixo demais, que iremos aumentando ao longo do dia).

Uma porta e janela em PVC além de controlar até mesmo a temperatura ambiente, nos proporciona um volume de som da forma como desejamos, para agradecimento do nosso conforto e qualidade de vida.

Imagino como teria sido na minha infãncia se já existisse esquadrias de PVC. Bom, de certo, nem saberia que algum jogo estava começando ou terminando e, muito menos, quanto teria sido o resultado (se o time local tinha vencido…), uma vez que naquela época ainda era permitido rojões até durante a partida, que assombravam o céu na hora do gol.

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