Prá Onde Vai os Correios

Vender ou não. Eis a questão.

por JotaB, Floripa, 27/6/2019, 7h00 no frio do inverno sul.

Muito foi feito de propaganda lá nos anos 80 de que os Correios era a empresa pública brasileira mais querida da população, que alcançava mais de 80% no grau de confiança dos seus clientes. Enviar uma correspondência de uma cidade do interior de um estado do sul brasileiro para outra cidade do interior de estado nordestino, por exemplo, não levava mais que 7 dias. Quando o “Sedex 10” chegou, revolucionou tudo! Comprar por catálogo e receber pelo Correios, era uma praticidade incrível. Hoje, uma correspondência, bem como encomendas, se arrastam mais que tartaruga, para chegar ao destino, sem contar os custos impraticáveis.

Mas, o tempo passou e junto dele a má administração pública da Empresa com a pura inobservança do Governo Federal, quem detem o controle acionário da Empresa. A Empresa culpa o governo por não liberar concurso, como se a falta de mão-de-obra (e sua desqualificação) fosse culpa externa, do governo. Na verdade, a administração interna tornou obsoleto todos os processos, e mudar e inovar, acompanhanto tudo o que surgiu neste mesmo período, pareceu ser uma condição difícil de ser praticada.

Então, nasceu em muitos de seus clientes a mesma visão: se estivesse com a iniciativca privada, provavelmente estaria melhor. E o atual Governo também pensa assim (mesmo que seja por outros motivos).

Desde que foi anunciada, a possível privatização dos Correios se tornou um assunto polêmico. De um lado, pessoas que são contra a ideia, como os prórpios funcionários da estatal. Do outro, há quem apoie isso como uma modernização da gestão do serviço. De qualquer forma, o presidente da república deu o sinal verde para a privatização.

Os estrangeiros de olho em mais uma Estatal

Responsável única pela entrega cada vez mais significativa de encomendas geradas pelo e-commerce, os Correios tem uma rentabilidade muito alta, capaz de gerar lucros maiores que muitas outras concorrentes nos outros países.

E é dali que duas estrangeiras se mostraram interessadas na aquisição: a norte-americana Amazon e a chinesa Alibaba, dona do Aliexpress.

Fontes ligadas diretamente ao setor garantem que ambas as empresas estão estudando discretamente a compra dos Correios. Esse pode ser um meio de expansão bastante interessante para ambas, já que elas enviam boa parte de seus produtos para todo país por meio da estatal. Tendo o controle da mesma, elas poderiam não apenas baratear os custos de entrega, mas também gerar mais receita, terceirizando o serviço para outras companhias, inclusive concorrentes.

Além disso, as empresas podem atrair bancos privados para se associarem à compra, já que os Correios atuam também com o Banco Postal, o que pode modificar o setor bancário brasileiro. As negociações ainda não têm data para acontecer, mas, tal disputa pode balançar todo o setor de e-commerce brasileiro, que vêm crescendo ano após ano.

E só para concluir, o serviço dos Correios é tido como de seguranaça nacional e que a atual Constituição impede a privatização e, consequentemente, a propriedade por estrangeiros. Mais que polêmico, o assunto se torna político, já que terá a participação do Congresso Nacional para fazer toda essa mudança.

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