No mundo da Lua…

Como as coisas funcionam no Espaço

Sonda da NASA falha a quase 20 bilhões de Km da Terra.

Ela está em operação desde 1977 (42 anos).

por JotaB, em 30/1/2020,11h35m

Para quem aprecia este tipo de assunto, é muito interessante.

Você já se perguntou como é que as coisas acontecem desde o lançamento de uma sonda para o espaço sideral (fora da órbita da Terra) até a conclusão de uma missão?

Pois, então…

Toda sonda sai da Terra com uma missão. Aquelas mais longinquas não oferecem condição de retorno da sonda ao nosso planeta, devido aos custos de trazê-la de volta e também da tecnologia que se tinha quando do lançamento.

É o que aconteceu com a sonda de que trata este artigo. Quando lançada, em 1977, a missão dela era sair da nossa galáxia e entrar, literalmente, no espaço sideral intergalático, e explorar tudo por lá, colhendo imagens e quaisquer outras informações desejadas (naquela época), tudo no olhar clínico e científico que o homem dominava naquela época.

Então…

A Nasa anunciou nesta terça-feira (28) que a sonda espacial Voyager 2, que junto com sua irmã Voyager 1 é um dos artefatos feitos pelo homem mais distantes de nosso planeta, experimentou um problema técnico em pleno espaço interestelar, a 18,5 bilhões de quilômetros de casa.

Segundo a agência espacial a sonda, lançada em 1977, não executou uma manobra programada na qual faria um giro de 360 graus para calibrar seu magnetômetro interno. Inadvertidamente, isso deixou dois sistemas que tem alto consumo de energia ligados ao mesmo tempo, drenando corrente em excesso. Isso fez com que um sistema de proteção fosse ativado, e a espaçonave desligou seus instrumentos científicos. É como um disjuntor que “cai” quando um chuveiro e máquina de lavar são ligados ao mesmo tempo.

A equipe da Nasa, que acompanha a sonda, conseguiu desligar um dos sistemas e religar os instrumentos, embora a coleta de dados ainda não tenha sido reiniciada. Antes de retomar a operação normal, o status de todos os sistemas da espaçonave está sendo analisado.

A fonte de energia da Voyager 2 é um gerador termoelétrico nuclear (RTG), cuja capacidade de produção de energia se degrada com o tempo. Em 2025, após 48 anos de operação contínua, o gerador não será mais capaz de alimentar nenhum instrumento a bordo, e a espaçonave estará “morta”.

Devido à distância entre a Voyager 2 e a Terra, foram necessários vários dias para que o problema fosse diagnosticado e corrigido. Atualmente são necessárias 34 horas para completar um único comando na Voyager 2: 17 horas para enviá-lo e mais 17 horas para ouvir a resposta.

 

 

 

 

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