CORONAVÍRUS. O que você precisa saber.

Não há motivos para pânico!

por JotaB, SJosé, 12/3/2020, 16h25m

O secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, na tarde desta quinta-feira (12), concedeu uma entrevista onde tratou e atualizou a questão.

 

atualizado em 16/3/2020, 16h30.

Drauzio Varella resume com clareza 

Na edição de ontem, domingo, no programa “Fantástico”, da Rede Globo, o dr.Drauzio Varella intetizou todo esse engodo, desde a nossa responsabilidade, até o porque da prevenção em larga escala agora.

Veja o vídeo AQUI e no final deste artigo o link com a matéria dele por escrito.

 

 

Sim, existem casos em Santa Catarina.

São 2 casos confirmados e 62 casos suspeitos em investigação.

Os 2 casos confirmados estão em Florianópolis: uma mulher, que é brasileira e vive na Holanda, está de férias na Capital catarinense. Ela começou a apresentar sintomas no dia 8 de março e foi atendida no posto de saúde do bairro Córrego Grande.

O outro caso é um homem de Florianópolis que voltou de Nova York (EUA) há 14 dias. Ele recebeu atendimento no Hospital Baía Sul, que fez o teste e encaminhou à FioCruz.

Segundo o secretário de Saúde, ambos os pacientes estão em quarentena em casa e não necessitaram de internação hospitalar.

Zeferino afirmou que os dois estão sendo monitorados e que familiares serão testados para a doença.

Até esta quinta-feira, o secretário informou que há 62 casos suspeitos de coronavírus em investigação. Os testes passam a ser feitos pelo Lacen, com resultados em até 48 horas.

O QUE FAZER SE PERCEBER SINTOMAS DO CORONAVÍRUS EM VOCÊ:

A orientação da secretaria de Saúde é que, caso apresente sintomas do coronavírus, a pessoa vá até um posto de saúde.

Neste primeiro momento (chamada de 1ª fase, pela Sociedade Brasileira de Infectologia), confirmado pelo posto de saúde ou um hospital quanto aos sintomas, é colhido material para teste e a pessoa é isolada (entra no quadro de quarentena). Se o resultado der positivo, passa para o processo de tratamento específico e é mantido a quarentena até a cura; neste caso, todas as pessoas que tiveram contato com este paciente devem ser investigados por equipe médica. Se der negativo, a quarentena ainda pode até ser aplicada, mas a pessoa será liberada para tratamento como provável resfriado simples ou outra condição que seja averiguada.

Sintomas do coronavírus: febre, tosse seca, cansaço e dor de garganta.

PREVENÇÃO PARA NÃO SE CONTAMINAR PELO CORONAVÍRUS:

  • etiqueta respiratória (evitar contatos físicos como apertos de mão);
  • higienização frequente com água e sabão ou álcool gel à 70%;
  • evitar contato com pessoas em quarentena ou sob suspeita do vírus;
  • evitar aglomerações.

Lembre-se: O vírus pode chegar em você, mas se você tomar cuidados básicos, poderá estar evitando de se contaminar e contaminar outras pessoas.

Informativo em PDF CoV 12-03-2020.pdf.pdf.pdf.pdf

 

Texto na íntegra do que Dr.Drausio Varella falou no vídeo

para o Fantástico:

O Dr. Drauzio Varella falou ao Fantástico sobre a pandemia do coronavírus, que chegou ao Brasil e exige cuidados específicos. Veja o vídeo na íntegra. Abaixo, o texto completo com as ponderações do Dr. Drauzio.

“O Coronavírus chegou no Brasil. E agora? Tudo, a gente não sabe. É a primeira vez. Mas a gente sabe que é um vírus que se dissemina depressa. Provoca uma doença grave? Na grande maioria das vezes, não. Provoca um quadro benigno, muito semelhante ao dos resfriados. Mas existe uma pequena porcentagem que vai ter complicações pulmonares. Quem são elas? São os mais velhos, os que têm mais de 70, 80 anos. Os que têm doenças crônicas: pressão alta descontrolada, diabetes descompensada, insuficiência cardíaca, renal, doenças que comprometem o funcionamento do sistema imunológico, e os fumantes, porque o cigarro desgraça os pulmões.

Nós temos agora dois tipos de atitude. A daqueles que dizem “ah, isso aí não é nada, é um resfriado que só mata velho”. Tá errado pensar assim. Porque você adquire o vírus, você vai levar pra sua família dentro de casa, você vai levar pra comunidade em que você vive. E há os outros que acham que “não, tenho que correr pro supermercado, estocar comida, me trancar no meu quarto”. Também é exagerado. Como é que a gente sabe o que deve fazer? Vamos seguir a orientação do Ministério da Saúde, que até aqui tem se comportado muito bem.

Quem tiver uma doença assim, leve, parecida com um resfriado, a pior coisa que pode fazer é correr pro pronto-socorro. Por quê? Porque se você estiver infectado pelo vírus, você vai levar o vírus pra sala de espera, e ali você vai infectar as pessoas de idade que têm outros problemas de saúde. Vai infectar médicos, enfermeiras, atendentes de enfermagem, que são pessoas fundamentais no atendimento.

Mas aí você diz “não, mas se eu tiver um resfriado eu quero saber se eu tô com o vírus”. Vai fazer diferença? Não existe remédio específico pra isso. Se você estiver resfriado, faz como a sua vó ensinava: repouso e canja de galinha.

Como é que eu sei qual é o momento de correr pro hospital? Falta de ar. Se o seu fôlego ficar curto, se quando você anda você fica ofegante, aí você tem que ser avaliado por um médico e eventualmente até internado. O número de pessoas que chegam não pode ser muito grande, porque o sistema de saúde não dá conta – sistema de saúde nenhum no mundo dá conta. Por isso é que nós temos que retardar a disseminação da epidemia. Cada um tem que estar consciente do seu papel. Qual é o meu risco individual? É pequeno. Mas eu tenho que pensar nas pessoas frágeis da minha família e da comunidade em que eu vivo.

Essa epidemia vai passar. Se cada um fizer a sua parte, vai passar mais depressa. Egoísmo nesta hora, não vai dar certo.”

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